Currículos para seu Trabalho dos Sonhos

Um currículo convincente e atraente é crítico quando se está procurando por emprego. Ele precisa destacar-se, mas também fornecer informação vital que te posicione como o candidato ideal para a vaga.

 

Bill Mawhinney é um designer gráfico e Colaborador do Adobe Stock Templates conhecido por seus modelos de currículo fáceis de usar e chamativos. Ele possui uma série de modelos que podem ser encontrados na atualizada caixa de diálogo “Novos Documentos” no InDesign CC e no nosso Adobe Stock marketplace. Esses currículos pré-modelados são uma excelente plataforma de lançamento para sua nova carreira e são totalmente personalizáveis para ajudá-lo a encontrar seu trabalho dos sonhos.

Conversamos com Bill sobre como sua trajetória profissional o levou ao design gráfico, e também sobre sua jornada de sucesso na indústria de bancos de imagens.

 

Adobe Stock: Quando você soube que queria ser designer?

 

Bill Mawhinney: Assim como a maioria dos designers, sempre fui interessado por Arte e Design. Desenhando e pintando desde muito cedo, na verdade eu queria ser arquiteto, que era uma profissão cobiçada naquela época. Como computadores em casa não eram muito comuns, eu não tinha muita experiência com eles até sair da escola e ir para a faculdade, onde um tutor me apresentou o trabalho de David Carson e sua publicação ‘The End of Print: The Graphic Design of David Carson’ (O Fim da Impressão: O Design Gráfico de David Carson – em tradução livre). Isso foi uma reviravolta massiva para mim, e eu soube a partir de então que eu queria ser um design gráfico.

 

AS: Como foi o começo da sua jornada?

 

BM: Depois de estudar Design Gráfico na universidade (onde conheci minha esposa Adele), eu estava desesperado para testar minhas habilidades no mundo real. Garanti rapidamente um emprego com designer interno e percebi que eu tinha muito a aprender! Depois de um ano, mudei-me para a cidade natal da minha esposa e comecei a trabalhar com impressão comercial, que posso dizer que me ensinou muito sobre os vários processos de impressão e relacionamento com o cliente. Ainda uso essas habilidades e esse conhecimento atualmente.

 

AS: Quais lições você aprendeu no decorrer da sua carreira?

 

BM: Passei os anos subsequentes tentando um pouco de tudo; web design, edição de vídeo, aprendizagem interativa, design de exibição, adesivagem de veículos, promoção de marca, livros, brochuras e quase tudo que pode ser desenhado. Apesar de ter sido uma experiência inestimável, vi que que alguns desses projetos careciam de criatividade e busquei em algum momento trabalhar por conta própria, com o objetivo de criar mais de adquirir mais conhecimento.

 

BILL MAWHINNEY / ADOBE STOCK

 

AS: Como você foi parar em bancos de imagens?

 

BM: Eu já havia utilizado sites bancos de imagens no passado, normalmente para imagens ou modelos de websites, mas sem nunca notar que estes sites também incluíam modelos para impressão. Minhas primeiras contribuições incluíram modelos de revistas e currículos, e também explorei o envio de ilustrações. Rapidamente notei que meu maior sucesso era o meu primeiro modelo de currículo, uma vez que essa sessão em particular não era muito concorrida na época. Então decidi me concentrar nisso, e tem funcionado bem até agora.

 

Depois de alguns anos de ganhos modestos, minha esposa entrou no negócio para me ajudar com marketing e promoção dos meus modelos em redes sociais. Foi então que vimos um salto nas vendas, e ficou evidente que poderia ser possível passar a fazer isto em tempo integral. Mergulhamos de cabeça em março de 2016 e não olhamos mais para trás. É um ótimo começo, e estamos com novas ideias o tempo inteiro para crescer.

 

BILL MAWHINNEY / ADOBE STOCK

 

AS: O que compõe um bom currículo?

 

BM: Por definição um currículo é um resumo, então tento manter todos os meus designs sucintos, legíveis e atraentes, que é o que eu esperaria em um currículo que eu mesmo pudesse usar ou receber. Sua candidatura provavelmente vai ser vista apenas por alguns segundos se você estiver aplicando para uma vaga competitiva, então informação curta e direta é o que faz um currículo se destacar, na minha opinião.

 

AS: Eu conselho você tem para jovens e novos designers?

 

BM: Nunca é demais frisar que ver o seu trabalho pessoalmente, de forma impressa ou então pessoas interagindo com ele é essencial para crescer como designer. É muito fácil, no nosso mundo moderno, digital, perder de vista o mundo físico em que seus designs vão existir. Sou grato por ter tido muita experiência trabalhando com clientes, recebendo feedback e entendendo processos de impressão antes de dar o salto para a os bancos de imagens digitais, mas eu gostaria de destacar que visitar estúdios, gráficas comerciais ou qualquer lugar onde você possa ver o que acontece com o seu trabalho quando ele sai do seu computador é essencial!

 

Visite o Adobe Stock para ver outros modelos de currículos do Bill e baixa-los de graça com o InDesign CC.

 

3D: A Potência da Iluminação em Ambientes Fechados

A iluminação desempenha o papel principal para determinar o humor de uma cena-ela pode aperfeiçoar, mudar ou melhorar uma situação e um objeto. Os fotógrafos muitas vezes passam horas extraindo a localização perfeita e manipulando as condições de iluminação (tanto pré-existentes quanto produzidas), e os designers passam ainda mais tempo retocando reflexos de luz, corrigindo a exposição e removendo sombras. Tudo isso para o único propósito de compor os realces, sombras e tons corretos.

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Com o Projeto Félix, você agora é capaz de empregar mais controle sobre a iluminação em cenas de ambientes fechados e também ao ar livre. Nesta série dividida em duas partes, vamos mostrar-lhe como utilizar os recursos do Adobe Stock no Projeto Félix para rapidamente e sem esforço mudar o olhar, a sensação e a perspectiva de qualquer modelo ou cena, simplesmente trocando a iluminação num único clique ou num deslizamento de cursor.

 

 

Para a finalidade deste artigo, aplicaremos diferentes luzes internas no mesmo modelo. O tipo e a temperatura da luz fazem uma grande diferença no tom e na presença do objeto. Além disso, ser capaz de experimentar diferentes cenários de iluminação sem complicação significa fotógrafos e designers se arriscando menos e obtendo precisamente o olhar que eles necessitam para o seu projeto.

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Quente, iluminação dourada:

Uma iluminação de ambiente fechado, como o interior deste santuário, oferece um brilho rico e quente. Os destaques amarelos e exuberantes, os nuances dourados acrescentam uma sensação acolhedora e acessível a qualquer composição. Controlando a rotação e a intensidade da luz, este recurso 3D acrescenta pontos em bronze, amarelo e cor de chocolate e é perfeito para uma variedade de modelos, incluindo troféus, relógios, ou mesmo engrenagens. Esta cor também evoca as horas douradas que os fotógrafos sempre estão tentando capturar, a essência do momento tranquilo da transição do dia para a noite.

 

 

Fria, iluminação em tom de azul:

Túneis, pontes cobertas, e outros espaços fechados, como esta plataforma de estação de trem, podem fornecer cenários de iluminação surpreendente. A composição da estrutura e as propriedades refletoras da arquitetura que está ao seu redor podem impactar o resultado final e sugerir viagens, movimento e liberdade. Neste exemplo, uma cena de iluminação de fundo foi criada ao girar a luz, enfatizando a forma do modelo 3D. Depois, um filtro azul e sutil foi adicionado no Photoshop CC para realçar o trabalho final. Essa iluminação, em particular, realçaria qualquer cena na cozinha. Imagine a iluminação das primeiras horas da manhã emitindo de uma janela, brilhando a luz de um escorredor cheio de amoras. Próximo das amoras está o manjericão numa tábua esperando para ser cortado com uma faca afiada. É uma bela cena que funcionaria bem em uma variedade de situações.

 

Sutil, iluminação fosca:

Quando trabalhamos em ambientes fechados com baixa iluminação, como esta sala de mapas, não é tarefa fácil obter as sombras certas e os destaques. Quase nunca há controle suficiente sobre os ambientes externos para que um designer obtenha aquela sensação suave e apagada, enquanto retém a integridade cena. Neste exemplo, o nosso modelo 3D transmite uma sensação exuberante, cintilante e traz um aspecto vanguardista na pele, roupas e óculos. A luz, ao ser girada para chegar à parte frontal, acrescenta ao lado esquerdo do quadro um destaque brilhante nos cabelos e ombros, enquanto mantém aqueles nuances sutis difíceis de obter. Esta iluminação faria uma excelente união com uma cena abstrata ao incorporar respingos de um líquido voando na sequência deste divertido e futurístico foguete.

 

Brilhante, iluminação contrastante:

Uma de nossas iluminações de ambiente de estúdio pode proporcionar um olhar moderno e estonteante. A luz completamente branca em contraste com as sombras negras profundas acrescenta um efeito cintilante a uma cena. É, sobretudo, verdadeira quando combinada com um de nossos materiais metálicos, tal como o aço desgastado. Neste exemplo, os reflexos e tons da luz podem ser vistos saltando vivamente através das dobras penduradas do tecido. O busto, com destaques substanciais na maçã do rosto e na testa, demonstra que esta luz impacta em qualquer representação para um patamar superior. Os materiais metálicos e as luzes de ambientes fechados são um complemento para uma variedade de cenas, principalmente para aquelas que contêm recursos voltados para objetos alegres, como o “&” comercial, a lupa, ou este peculiar ornamento de coração.

 

Com esses recursos 3D na ponta dos dedos, você tem a capacidade de controlar a iluminação de qualquer cena. Fique atento para a nossa segunda parte nesta série… a potência da iluminação em ambiente exterior!

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A jornada do foco no cliente

O foco no cliente é uma prioridade para os profissionais de marketing de hoje, mas os desafios que ele apresenta podem diferir de uma empresa para outra. Alguns tópicos comuns para os profissionais de marketing mais bem-sucedidos, no entanto, envolvem a análise de dados e o uso de insights dessa análise para moldar a jornada do cliente do início ao fim. Vários colaboradores recentes do CMO.com compartilharam insights úteis sobre os tipos de dados nos quais focar, as direções do marketing de conteúdo e como se concentrar no foco no cliente pode ajudar os CMOs a ter uma carreira duradoura e bem-sucedida em uma empresa.

Tom Kelshaw, diretor de inovação da Maxus, compartilhou alguns insights sobre a análise de emoções, que é “o processo de registrar e analisar as respostas emocionais aos anúncios”. A análise de emoções dá aos profissionais de marketing oportunidades adicionais de medir e adaptar rapidamente suas mensagens de marketing. Kelshaw disse que isso permite aos profissionais de marketing capturar valiosos dados de sistema 1, definidos como “respostas imediatas, viscerais e emocionais das pessoas”. Esse tipo de dado pode ser difícil de articular fora da análise de emoções.

Lee Odden, CEO da TopRank Marketing, disse que, de acordo com o relatório de 2017 do Content Marketing Institute, 87% das empresas do Reino Unido adotaram o marketing de conteúdo. Essa é uma boa notícia, mas um estudo de 2016 da Conductor descobriu que, surpreendentemente, 38% dos profissionais de marketing de conteúdo raramente usam dados para orientar seu planejamento editorial e “45% dos profissionais de marketing de conteúdo B2C não segmentam seu conteúdo”. Odden destacou que as empresas que utilizam insights de dados para entender e impactar a jornada do cliente estarão em uma posição muito melhor para atingir suas metas de marketing de conteúdo em 2017 e nos anos seguintes.

Fred Prego, diretor de insight de grupo para a varejista de jogos GAME, recentemente conversou com o CMO.com sobre a abordagem da GAME ao moldar a experiência de cliente. O aplicativo móvel da GAME foi projetado para ser útil aos clientes dentro e fora da loja. O aplicativo oferece aos clientes trailers de jogos, opções de compra e experiências de realidade aumentada. Na verdade, Prego contou como sua empresa fez uma parceria com o Xbox 2015 para o lançamento do jogo Halo 5: Guardians, permitindo que as pessoas usassem a realidade aumentada para posar com personagens do jogo. A GAME continua evoluindo em sua abordagem digital para proporcionar às pessoas uma ótima experiência de cliente.

Comentando também os desafios que os profissionais de marketing enfrentam com o marketing de conteúdo, a chefe de conteúdo digital da TNT, Denise Kuschewski, contou como a TNT está fornecendo “conteúdo delicioso” aos seus clientes. Com base no relatório recente da Adobe intitulado “Delícia produzida em massa“, Kuschewski definiu o conteúdo bom como aquele que “não só agrega valor ao espectador, mas responde às suas perguntas… e aumenta sua confiança”. Além disso, ela lançou as bases para uma “estratégia de conteúdo de aperitivo” que as empresas podem usar para dar aos clientes conteúdo útil e relevante.

Thomas Barta, pioneiro em liderança de clientes, palestrante e autor, discutiu os motivos pelos quais os CMOs trocam de empresa com tanta frequência, porque escolhem fazê-lo ou são demitidos. Ele também compartilhou alguns insights sobre como os CMOs de hoje podem durar mais tempo em suas empresas e ser mais bem-sucedidos. Barta salientou que o sucesso do CMO é bom para a empresa, visto que o inverso geralmente também é verdade: a falha do CCM normalmente significa fracasso para a empresa. Embora o CMO precise de um conjunto complexo de habilidades, o segredo é se concentrar no foco no cliente.

Convidamos você a aprender algumas novas estratégias com nosso conteúdo exclusivo no CMO.com. Diga-nos o que você acha.

A evolução do cenário dos serviços financeiros: Como oferecer experiências de cliente orientadas por dados

O cenário dos serviços financeiros é definido cada vez mais pelas tentativas dos bancos de aproveitar novas tecnologias e de concorrer com novas empresas de tecnologia financeira. Ao mesmo tempo, ele está sendo esculpido pela mudança de comportamento dos clientes, embora também esteja cheio de incertezas em relação às novas regulamentações.

Como essas tendências vão se desenvolver em 2017? Nossa pesquisa mostra que o próximo ano será definido pela experiência do cliente em um grau nunca visto antes.

Mudanças no cenário

Em minha série de duas partes sobre a Diretiva revisada sobre os serviços de pagamento (PSD2), explorei apenas algumas das formas em que o cenário financeiro se tornou mais competitivo. A maioria dessas transformações aponta para o fato de que os produtos financeiros se tornaram onipresentes. Em outras palavras, os bancos não podem mais se diferenciar apenas por meio de seus produtos. Em vez disso, precisam se destacar pelas experiências que fornecem aos seus clientes.

Também vimos muitas mudanças no comportamento dos consumidores. O tempo dos seus clientes se tornou mais precioso, e eles estão menos inclinados a gastá-lo em serviços financeiros, especialmente quando há um número cada vez maior de aplicativos e sites para ajudar. Em vez de parar em agências físicas, os clientes interagem com seus bancos e seguradoras por meio dos seus dispositivos móveis, um nível de conveniência que aumenta o nível das experiências dos clientes.

De fato, o comportamento e as expectativas dos clientes estão sendo “treinados” por outras indústrias em que empresas primariamente digitais, como Uber, AirBnB e Deliveroo, já oferecem notáveis experiências de cliente. Especificamente em FSI, empresas de tecnologia financeira pequenas e ágeis também estão aumentando e refinando as expectativas dos consumidores.

Acredito que é correto dizer que, desde a recente crise financeira, os clientes perderam muito a confiança nos bancos. Eles ainda têm confiança cognitiva de que os bancos são competentes em ações como transferência de dinheiro e pagamento de contas, mas muitos clientes perderam a confiança social ou afetiva em seus bancos, ou seja, não acreditam mais que estes tenham em mente os melhores interesses para seus clientes.

Focados em recuperar essa confiança social, os bancos de prestígio estão começando com “capital negativo”, enquanto as novas startups de tecnologia financeira, que não existiam durante a crise financeira, estão começando do zero, o que é uma óbvia vantagem aos olhos de muitos consumidores.

Essa vantagem competitiva, bem como sua capacidade de fornecer experiência ao cliente, está permitindo que essas novas empresas de tecnologia financeira entrem no cenário e definam uma nova era de concorrência para a indústria de serviços financeiros, em que essas empresas de tecnologia financeira se tornaram concorrentes de peso para os bancos de prestígio tradicionais.

Uma tendência que começou recentemente, e que eu prevejo que crescerá rapidamente, é os bancos não tentarem mais competir com as empresas de tecnologia financeira, mas perceberem que sua melhor aposta é fazer parcerias com elas. Um bom exemplo disso é a nova parceria entre Santander e Kabbage.

Novos regulamentos também estão moldando o cenário financeiro. À medida que a PSD2 avança para a implementação e o Regulamento geral de privacidade de dados (GDPR), que abrange todas as indústrias, também se torna realidade, muitas empresas financeiras se deparam com incertezas.

Fatores cruciais em 2017

Nesse cenário, o Relatório sobre tendências digitais para 2017 da Adobe descobriu que “a experiência do cliente é considerada a principal forma de as organizações se diferenciarem da concorrência em 2017”. Naturalmente, a experiência do cliente também foi um diferencial-chave em 2016, mas, no próximo ano, ela atrairá mais investimento e atenção do que nunca.

Isso significa que a indústria de serviços financeiros precisa ajustar suas ambições. O que você fornece como experiência do cliente? Como você entende cada cliente e aproveita os dados em tempo real para garantir que cada experiência seja relevante?

Nossa pesquisa concluiu que tudo se resume a cinco fatores cruciais:

  • Contexto – Entender o que o cliente quer e precisa, analisando o comportamento dele
  • Experiência – Oferecer uma experiência de cliente imersiva, variada, fácil e intuitiva
  • Antecipação – Prever o que o cliente desejará hoje, amanhã e no dia seguinte
  • Orquestração – Proporcionar uma jornada perfeita entre todos os pontos de contato
  • Aumento do nível – Deixar o cliente satisfeito e contente e sempre tentar melhorar

Visto que as principais instituições financeiras querem ser encaradas como fornecedoras de experiências de cliente, veremos elas se concentrarem nas seguintes áreas para se diferenciar.

Primeiro, aproveitarão seus dados de forma inteligente e melhorarão sua capacidade de previsão usando inteligência artificial e sistemas de computação cognitiva. A primeira aplicação nesse sentido provavelmente será em sistemas de atendimento ao cliente automatizados que usarão esse novo recurso para melhorar a experiência do cliente. O Royal Bank of Scotland (RBS), por exemplo, começou a usar a tecnologia IBM Watson para responder automaticamente às perguntas dos clientes e passar pedidos aos agentes certos. E isso é apenas o começo. A última pesquisa da empresa de inteligência de mercado global International Data Corporation (IDC) mostra que 20% dos bancos integrarão a inteligência artificial à sua experiência de cliente em 2017.

Além disso, em 2017, haverá maior adoção de serviços na nuvem, à medida que as instituições superam seus problemas de segurança interna e percebem que os benefícios superam os riscos. Ao mesmo tempo, os bancos precisarão construir arquiteturas modulares de nuvem que ofereçam suporte a serviços compartilhados em todo o banco, para garantir que eles possam atender às exigências dos clientes. A pesquisa da IDC diz que, até 2020, a adoção da nuvem reduzirá as despesas com infraestrutura em 20% entre os bancos europeus de primeira linha.

Também veremos importantes desenvolvimentos em torno de ferramentas de gerenciamento financeiro pessoal e compartilhamento de gerenciamento de dados por meio de ferramentas e de aplicativos avançados que proporcionam valor agregado aos clientes.

Embora a inteligência artificial e a computação em nuvem estejam revolucionando a indústria, seu significado diminui em comparação com a importância da PSD2 (com suas preocupações em torno de APIs e infraestrutura de TI) e do GDPR (com suas mudanças de gerenciamento de dados em várias indústrias), bem como a crescente demanda em termos de experiência de cliente.

O gerenciamento de dados é fundamental

Todas essas iniciativas novas e modernas sobre as quais os bancos estarão falando dependem de uma coisa: o gerenciamento de dados. E pouquíssimas organizações fizeram progresso real na obtenção de insights de seus bancos de dados internos com informações de clientes ou vincularam essas informações ao comportamento em desktops e dispositivos móveis. Embora os fornecedores de tecnologia ofereçam os recursos necessários, a maioria dos bancos e as empresas de investimento ainda não integraram essas soluções. À medida que mais instituições financeiras reconhecerem a necessidade de ferramentas abrangentes de gerenciamento de dados e, ao mesmo tempo, sentirem a pressão de novas regulamentações e tendências, veremos a intensificação da atividade nessa área.

Em resumo, 2017 será o ano em que precisaremos obter os dados corretos. Muito mais do que ambições de longo prazo em torno de atendimento automático, da computação em nuvem, dos aplicativos pessoais e das carteiras móveis, as empresas de serviços financeiros passarão 2017 construindo uma base de dados em conformidade com os regulamentos que atenda às demandas de experiência de cliente.

Essa é uma oportunidade significativa para empresas de tecnologia financeira que, desde o início, concentram-se no gerenciamento de dados. Depois de preparar uma infraestrutura de dados suficiente, você pode se concentrar em fornecer a experiência de cliente orientada por dados que vai diferenciá-lo da concorrência.

Para saber mais sobre as tendências digitais gerais durante o próximo ano, faça o download do Relatório da Econsultancy sobre tendências digitais de 2017. Também estamos concluindo atualmente uma revisão dos dados de clientes específicos para a indústria de serviços financeiros a fim de fornecer, em breve, uma análise quantitativa das tendências digitais dentro dos serviços financeiros.

ADI: Cenário mobile – Um alvo em movimento

Nova análise da equipe da Adobe Digital Insights (ADI) revela algumas mudanças notáveis no cenário móvel.

A primeira: Os tablets não conseguiram se recuperar, apesar dos grandes descontos de fim de ano nos Estados Unidos. Além disso, o Google Accelerated Mobile Pages (AMP) está se popularizando nos Estados Unidos, onde a saturação da Internet transformou o cenário móvel em um temível campo de batalha.

Tablets
Apesar de os preços mais baixos desses terem tornado esses dispositivos economicamente disponíveis para muitos na temporada de festas passada, a participação dos tablets no tráfego em 2016 diminuiu em todos os países, de acordo com o ADI.

“O que garimpamos do relatório de fim de ano é que os tablets estavam entre os itens mais vendidos e mais comentados”, disse Becky Tasker, analista de gerenciamento sênior do ADI. “Nossa hipótese era que esse aumento nas vendas de tablets devido a esses descontos impulsionaria o tráfego adicional por tablets. Na realidade, não foi esse o caso.”

Do ponto de vista dos EUA, os tablets representaram 10% do tráfego total na Internet em 2014. Agora, caíram para 8%. Os profissionais de marketing precisam tomar nota disso e ajustar suas estratégias.

Google AMP em ascensão
O Google implementou o AMP em fevereiro passado. O AMP é uma iniciativa de código aberto que os consumidores podem usar em seus telefones para fazer as páginas carregarem rapidamente quando navegam na Internet.   A análise do ADI descobriu que os consumidores gostaram dessa tecnologia como forma rápida e eficiente de acessar conteúdo em dispositivos móveis. De fato, os principais editores dos EUA agora visualizam 7% de todo o tráfego (entre dispositivos) se movendo pelo Google AMP.

O uso do Google AMP teve um crescimento de 405% no período de abril a dezembro do ano passado. Em novembro, durante a temporada eleitoral, o tráfego teve um pico de 896%.

“Estamos presenciando uma rápida adoção”, diz Tasker. “Se você é uma marca e não está no Google AMP, comece agora mesmo a analisar como implementá-lo. O tráfego definitivamente está fluindo por meio dele.”

Campo de batalha móvel
O tráfego total em sites nos Estados Unidos permaneceu relativamente estável nos últimos 36 meses, de acordo com o ADI. O uso de smartphones continua a crescer, ao contrário de outros dispositivos. O acesso à Web por meio de smartphones cresceu 69% desde 2014, enquanto desktops e tablets perderam terreno (23% e 19% a menos desde 2014, respectivamente).

De acordo com Tasker, o cenário móvel agora é um campo de batalha, onde as empresas competem pelo engajamento. É importante notar, porém, que a fase de crescimento rápido no uso de aplicativos acabou. As instalações de aplicativos caíram 38% nos últimos dois anos e as inicializações de aplicativos diminuíram 28%.

“As marcas que têm uma grande audiência móvel precisam considerar estratégias de retenção, bem como de aquisição, no cenário móvel”, diz Tasker. “Caso contrário, correm o risco de perder tráfego para a concorrência.”

O ADI também descobriu que os consumidores dos países em desenvolvimento estão ignorando desktops e laptops e recorrem diretamente a smartphones para acessar a Internet. Essas regiões têm um crescimento 34% maior na participação dos smartphones em comparação com os países desenvolvidos. Brasil e Argentina são os países onde a participação dos smartphones no tráfego cresce mais rápido.

“Passamos por algumas fases no cenário móvel”, conclui Tasker. “Começamos com “otimizado para dispositivos móveis” depois passamos pela “prioridade à plataforma móvel” e agora estamos chegando a “somente móvel”, já que o tráfego de smartphones continua a roubar a participação de outros dispositivos.”

Veja o relatório completo abaixo ou clique aqui para vê-lo no SlideShare:

 

Por que você clica no título dessa história, sem saber de fato o motivo…

Um resumo de diversos itens interessantes e extraordinários, sem revelar o assunto do artigo, com o propósito de incentivar os leitores a clicarem no artigo. Isso está relacionado aos títulos vagos de artigos que geram interesse suficiente para que as pessoas cliquem neles. Eles também são conhecidos como artigos “isca de cliques” e formam a base do sucesso de sites como o Buzzfeed. Essa é uma forma bastante conhecida de persuasão on-line que os profissionais de marketing utilizam para guiar o comportamento do consumidor sem um objetivo específico. A isca de cliques é um truque transparente ou pode ser chamada de marketing inteligente?

A isca e cliques é uma técnica testada e comprovada, utilizada para que mais pessoas cliquem em títulos atrativos ou imagens ilusórias. Ela geralmente envolve sentenças com frases como “coisas em que você não vai acreditar” e que “vão deixá-lo surpreso”. O site de paródia ClickHole é dedicado a iscas de cliques e está cheio de, em suas próprias palavras, “conteúdo mais irresistível para ser clicado e compartilhado”. O site é um excelente exemplo de como os escritores tentam atrair as pessoas com títulos e imagens. Essa técnica é considerada primeiramente como uma piada, mas é utilizada por um grande número de sites.

Iscas de cliques chamam a atenção

A técnica é utilizada principalmente por plataformas de conteúdo para atrair visitantes. Quanto a isso, normalmente não se trata de oferecer uma boa história, mas de criar títulos atraentes para que os consumidores cliquem no artigo e acessem o site. A pessoa que criou os títulos obtém vantagem em relação a esses visitantes extras, pois seu modelo de ganho é baseado nisso: quanto maior o número de visitantes, mais receita publicitária os sites receberão. Nesse sentido, os artigos com iscas de cliques são ideais para escritores e seus saldos bancários, mas não para os leitores.

Esse é um método barato e rápido de atrair um grande número de pessoas e, mesmo que você chame a atenção dessas pessoas somente por um breve período, elas acessaram seu site. Porém, eles ficam satisfeitos com o que leram após clicar no título atrativo? Isso demonstra que há uma zona cinzenta entre escrever um título atraente no topo de um artigo e se você garante ou não que o conteúdo seja correspondente ao título. No caso de artigos de isca de cliques, fica claro para os leitores desde o começo que essa estratégia está sendo utilizada. Ainda assim, é uma tentativa extremamente óbvia de guiar o comportamento, e as pessoas já estão familiarizadas com ela. Fica a critério dos leitores clicar ou não para ler mais, mas e se a escolha já tiver sido feita para eles e eles forem influenciados de forma inconsciente?

A condução inconsciente do comportamento

A condução inconsciente acontece por meio do que conhecemos como “padrões obscuros”. Eles são padrões nos sites, que foram criados deliberadamente para guiar o comportamento de forma inconsciente e mal-intencionada a fim de enganar o usuário. Exemplos incluem um menu em que as versões mais caras são colocadas em um local de destaque e as outras versões não. Isso aumenta o risco de os consumidores escolherem a versão mais cara do menu. Outro exemplo de padrão obscuro são campos de resposta previamente preenchidos nos sites. Algumas companhias aéreas, por exemplo, forçam você a comprar o seguro, caso você não desmarque essa opção.

Existem ainda muitos outros exemplos de padrões obscuros, todos com a intenção de guiar o comportamento de forma inconsciente. E é ai que está o problema em termos de ética: é conveniente para uma marca fazer isso, esperando que as pessoas optem pela versão mais cara ou comprem um seguro extra? Em minha opinião, essa abordagem está vindo da direção errada: se os profissionais de marketing sabem que podem guiar o comportamento, por que não fazem isso de forma positiva? Porque os padrões obscuros também podem ser utilizados de forma positiva se você colocar o cliente como prioridade central.

Facilitando as coisas para o consumidor

Por exemplo, se os designers sabem que os visitantes não prestam atenção na leitura de letras pequenas, eles podem criar uma função no site para que a confirmação seja solicitada duas vezes. Ou como no Microsoft Word ao salvar um arquivo. A função “Salvar” já fica selecionada (isso é conhecido como um “padrão inteligente”), de forma que o usuário só precisar clicar em Enter para salvar o arquivo. Isso significa que o usuário não precisa ter o trabalho de selecionar alguma outra opção. O mesmo é aplicado ao uso da linguagem. Ao criar um site, você pode omitir algumas informações sem importância de forma que os consumidores vejam mais claramente as informações importantes para eles. Se você estiver tentando realizar uma conversão, faça com que o visitante siga as etapas corretamente para uma experiência positiva.

Saber entender os efeitos dos parâmetros obscuros também significa poder otimizar a operação do seu site, colocando o cliente na frente do seu faturamento. O faturamento permanece como o objetivo principal, mas quanto mais satisfeitos estiverem os consumidores, maior será a taxa de conversão.

Varejo: A emergência de experiências flexíveis

Estamos vivendo em um mundo dominado pelo consumidor, uma “época de ouro” para os consumidores. Nenhum lugar deixa isso tão óbvio quanto a indústria de varejo. Os compradores estão no controle, procurando por mercadorias on-line, comprando por meio de sites de e-commerce e até mesmo verificando os preços dos concorrentes enquanto estão nas lojas.

Como ganhamos nessa época de ouro do consumidor?

Primeiro, precisamos entender o que os consumidores de hoje em dia querem com o engajamento com a marca. Quando se trata de interagir com a sua marca, eles querem experiência conectadas.

Os clientes esperam experiências flexíveis.

Os consumidores querem que suas experiências com as marcas de varejo fluam de um canal para outro, assim como de uma atividade para outra. Ano passado, Ed Nardoza, editor responsável da Women’s Wear Daily, comentou: “Os melhores varejistas não diferenciam a compra em loja física da compra em loja digital. Eles precisam oferecer a experiência e a praticidade que os compradores exigem, quando eles quiserem.” Isso é muito verdade!

Hoje, os consumidores estão procurando por uma experiência flexível em suas jornadas com a marca. Em cada etapa da jornada do cliente, eles encontram pontos de contato diferentes. O caminho não é sempre linear, eles podem avançar e retroceder durante a jornada. E, ultimamente, os pontos de contato estão surgindo, como dispositivos com a Internet das Coisas, e apresentando novos desafios para os profissionais de marketing. Esses pontos de contato devem estar conectados de forma a fornecer uma experiência de marca flexível sem tratar a jornada em uma única direção.

Como a loja física ainda é parte fundamental de uma experiência flexível, a jornada digital está agora contribuindo para uma parte significante do processo de compra. Na verdade, as experiências físicas e digitais estão acontecendo simultaneamente. O PriceWaterhouseCoopers descobriu que mais de um terço dos compradores no mundo comparou os preços das lojas com os concorrentes enquanto estavam nas lojas. Esse comportamento deve forçar todos os varejistas a focarem em uma experiência flexível.

As experiências de varejo serão mais “conversacionais”.

Para competir, também precisamos entender como serão as experiências de varejo no futuro. Podemos esperar um aumento contínuo no e-commerce, de acordo com o eMarketer, que espera um crescimento de dois dígitos até 2020. O uso de dispositivos ativados por voz para família, como o Amazon Echo, fornece outro ponto de interação, um que pode ser esperado para conduzir vendas de e-commerce, se a experiência for boa. E isso abre outro canal para fornecer a experiência flexível durante a jornada do cliente.

No futuro, os consumidores esperarão um engajamento com a marca conversacional e prático, fornecido pela inteligência artificial e pela aprendizagem da máquina.  De acordo com a revista Forbes, a Sonar (unidade de pesquisa em J. Walter Thompson) revelou que 72% da geração Y dos EUA e 64% da geração Y do Reino Unido acreditam que “conforme a tecnologia se desenvolve, as marcas que utilizam a IA poderão adivinhar de forma precisa o que eles precisam”.

Os varejistas tradicionais precisarão redimensionar seus espaços: reduzindo os passos do cliente na loja. A Deloitte acredita que as experiências na loja “focarão cada vez mais em uma dessas duas opções: inspiração ou praticidade”.

Os varejistas competem uns com os outros ao oferecer experiências flexíveis como um chamariz.

As margens do varejo estão cada vez menores. No Relatório de potências mundiais do varejo de 2017 da Deloitte, os 250 principais varejistas possuem uma média de margem de lucro líquida de 3%. Então, eles não possuem muitas opções quando se trata de investir na criação de experiências flexíveis. Essas experiências devem ser preparadas, testadas e entregues usando uma abordagem eficiente que aproveite os dados da melhor forma possível.

A Amazon, uma das primeiras concorrentes na criação de experiências flexíveis, começou com a venda on-line com entrega a domicílio, então, mudou para a entrega em dois dias, depois para a entrega em um dia, e agora entrega as mercadorias em uma hora, nos locais selecionados com o serviço Prime. Ela mudou as regras do jogo do varejo ao aprimorar continuamente a experiência da compra. Cada aprimoramento na experiência da compra requer investimentos e ela pode não ser necessariamente lucrativa, mas a Amazon usa isso como um chamariz.

A empresa oferece experiências com um prejuízo, sabendo que se a experiência for boa, ela incentivará os consumidores a permanecerem no ecossistema da Amazon, consequentemente realizando ainda mais transações. Com a Amazon Echo, a empresa contornou os pontos de engajamento mais comuns do cliente, como consultas no Google e buscas de produtos em dispositivos Apple ou Android, e agora possui sua própria interação, completa e exclusiva. A Amazon espera perder aproximadamente US$ 930 milhões entre 2016 e 2017, de acordo com o Financial Times, com seus investimentos na Amazon Echo.

E, apesar das perdas nesse projeto, a Amazon deu um passo à frente na criação de uma experiência flexível ao abrir sua primeira loja Amazon Go, uma maneira cara de reduzir as filas de caixa!

Principais princípios que conduzem o futuro do varejo.

Os varejistas devem entender o que é preciso para levar a experiência flexível aos seus clientes. Os princípios abrangentes que devem ser abordados incluem:

  • Comércio conduzido por experiência: ter uma mentalidade focada em fornecer primeiro a experiência, antes de atender às demandas comerciais (se a experiência estiver certa, os resultados financeiros aparecerão)
  • Experiência conectada: juntar as plataformas e os canais específicos do dispositivo de forma a suportar as transações flexíveis entre interações on-line e off-line
  • Inteligência do cliente: combinando dados nativos com outras fontes para concluir uma visualização de 360° do cliente
  • Análise preditiva: utilizando a inteligência artificial e a aprendizagem da máquina de forma a agradar e atender

A tecnologia e a inovação continuarão abordando esses princípios abrangentes de forma mais fácil e barata. Varejistas como a Amazon fizeram os primeiros investimentos para fornecer as experiências flexíveis que os clientes tanto procuram. E a expectativa dos consumidores para uma mobilidade contínua entre pontos de contato definirá como nos engajaremos com eles.

Esse é um ótimo momento para ser consumidor. Mas também é um ótimo momento para os varejistas que abordam a necessidade de experiências flexíveis. As recompensas para quem atende às expectativas dos consumidores incluem maior participação no mercado, vendas mais amplas e maior lealdade à marca.

O estado do varejo é forte, mas está em constante evolução. Fique ligado!

Infográfico: Tendências de experiência do cliente no varejo

O varejo, mais do que qualquer outra indústria, está empregando o estilo digital em seus mercados para melhor engajar e servir seus clientes. Na verdade, a Pesquisa de marketing digital de 2016 relevou que 65% dos profissionais de marketing de varejo consideraram seus esforços digitais como “focados” ou “avançados” e possuem planos sólidos para manter essa liderança pelos próximos três anos.

Como eles planejam fazer isso? O infográfico “O marketing de varejo digital está na moda” destaca algumas das principais estratégias dos varejistas.

A jornada do cliente como uma estratégia de integração multicanal

Hoje, os clientes de telecomunicações possuem uma ampla gama de serviços e fornecedores para escolher, ainda assim, a maioria se comporta de forma surpreendentemente semelhante com qualquer empresa na indústria. Identificar os pontos de experiência dentro do ciclo de vida do cliente e, ainda mais importante, onde os aprimoramentos podem ser feitos, fortalece o processo, impactando nas decisões do cliente e consolidando os relacionamentos para melhor impacto comercial.

Nas partes um e dois de uma série de várias partes, apresentei os principais desafios e objetivos da conscientização e da conversão, as duas primeiras de um total de sete fases que definem o ciclo de vida do cliente de Telecomunicações. Agora, apresentarei a terceira fase: a integração, junto com os desafios e as soluções em conduzir uma estratégia de integração multicanal.

O processo de integração de telecomunicações está sendo prejudicado

Hoje em dia, os clientes possuem um alto nível de satisfação ao comprar dispositivos de telecomunicação. Seus recursos de última geração, design compacto, entre outros, deixam os usuários eufóricos na espera de um novo dispositivo. Conforme o mercado digital se expande e se desenvolve, a indústria optou por melhorar a experiência do cliente ao aprimorar os produtos e serviços, apesar dos processos ineficazes criados para atrair novos clientes.

Como a fase mais importante no relacionamento cliente/telecomunicações, a integração busca oferecer aos clientes uma experiência consistente, mas acaba ficando para trás tanto nos custos quanto no atendimento ao cliente. Na verdade, os níveis de satisfação diminuem de 10 em 10 na fase de compra para 0 em 10 quando os clientes de fato recebem seus dispositivos. Os desafios surgem devido ao longo tempo de espera ao solicitar produtos, à comunicação inadequada antes e depois de receber os dispositivos e às cobranças confusas, o que resulta em uma experiência do cliente inferior ao padrão.

A partir do momento em que é feito um pedido, a comunicação ineficaz faz com que todos fiquem confusos. Normalmente, os clientes não sabem quando receberão suas mercadorias, já que a análise de crédito e a localização de itens fora do estoque causam grandes atrasos. E quando os dispositivos chegam, há ainda mais problemas. Instruções confusas ou imprecisas sobre como usar ou ativar os dispositivos, ausência de guias de procedimentos e planos de pagamento estruturados para ajustar os ciclos de cobrança, em vez das datas de compra, deixam os clientes pouco impressionados.

Objetivos de integração da próxima geração: automatização, integração e multicanal

Aprimorar as experiências de integração do cliente com contatos novos e renovados é fundamental para responder à pressão da concorrência na crescente indústria de telecomunicações. Ao utilizar os ativos de dados certos do cliente, os fornecedores podem oferecer processos de integração multicanal, integrados e automatizados, criando experiências valiosas para os clientes. Os primeiros dias e semanas de um novo contrato definem o tom para o restante da experiência dos clientes de telecomunicações, e os fornecedores que informam, auxiliam e treinam os clientes na configuração ou na adição de serviços aos dispositivos estarão um passo à frente para otimizar o processo de integração.

Comunicações personalizadas e interativas. Comunicações interativas, personalizadas e bem realizadas resultam no aumento de clientes satisfeitos, que investem mais tempo e dinheiro em produtos e serviços. Crie um plano de integração personalizado que destaque cada etapa da jornada de integração, desde a verificação de crédito inicial até a entrega e a configuração dos dispositivos. Um kit completo e fácil de entender de boas-vindas com guias de procedimentos, vídeos e explicações sobre o processo de cobrança podem reduzir muito a insatisfação do cliente. E, ainda mais importante, reduza as chamadas às centrais de contato para reduzir também o custo geral de atendimento da base de clientes. Para os clientes que procuram se engajar com outros, os fóruns on-line podem fornecer informações em tempo real.

Comunicações multicanal integradas. As comunicações personalizadas, relevantes e integradas durante o ciclo de vida dos contratos podem abordar questões não respondidas, além de explicar o que deve ser esperado ou como aproveitar ainda mais os dispositivos com base no uso, com comportamentos ou interesses semelhantes.

Um processo de integração eficiente é fundamental para manter um relacionamento de confiança durante todo o ciclo de vida do cliente de telecomunicações. Tomar as medidas certas o mais cedo possível garante que os clientes estejam abertos para ter um diálogo contínuo com o operador durante o ciclo de vida do contrato, em vez de somente quando o serviço ou dispositivo apresentam problemas que precisam ser resolvidos. E enquanto a criação do relacionamento começa muito antes do processo de integração, as empresas que orquestram experiências bem-sucedidas dos clientes, desde a inscrição até as atividades de upsell, serão posicionadas para fornecer experiências excepcionais e personalizadas que os clientes querem e merecem.

Na próxima edição, analisarei como você pode continuar com o diálogo e conduzir oportunidades de venda cruzada e upsell, não apenas para aumentar a receita mensal, como também para aumentar ou manter o nível de satisfação do cliente com o operador.

Como a I.A. está mudando o papel do profissional de marketing digital

Vivemos em um mundo cada mais vez automatizado. Todo mês, as máquinas tomam mais decisões de otimização que eram tomadas por pessoas. Essa transformação faz com que muitas pessoas (profissionais de marketing e consumidores) se perguntem se chegaremos a um ponto em que poderemos simplesmente deixar as máquinas livres para fazerem nosso trabalho. Como muitas pessoas encaram essa transformação como algo inevitável, qual será o papel do profissional de marketing digital daqui a cinco anos?

Na verdade, muitas máquinas já estão livres para isso. Recentemente, vimos grandes avanços no reconhecimento de voz de sistemas como o serviço de voz Alexa da Amazon. Vimos um rápido crescimento na eficiência da tradução automática em sistemas como o Google Translate. E tecnologias como o reconhecimento automático de imagens, sem mencionar os carros autossuficientes, não seriam possíveis sem os grandes avanços na forma como os computadores enxergam o mundo.

Aprendendo com os feedbacks

O que todas essas tecnologias têm em comum é que são aplicativos de inteligência artificial (IA), mais especificamente, redes neurais e aprendizagem profunda. Temos essas tecnologias pelo menos desde os anos 90, mas os cientistas de computação finalmente exploraram o vasto poder computacional e os enormes depósitos de dados, arquivos de imagens, vídeo, áudio e texto espalhados na Internet, que são essenciais para que as redes neurais funcionem da forma adequada.

Mas as redes neurais, como muitas tecnologias modernas de IA, não funcionam em um vácuo. Com o surgimento de projetos como o Google Translate e os carros autossuficientes, a IA somente poderá realizar seu trabalho de forma eficiente se receber feedback contínuo do mundo real.

Em 2007, vários bancos nas ruas do Reino Unido estavam usando a TouchClarity (uma empresa em que trabalhei e que agora faz parte da Adobe), uma plataforma de direcionamento comportamental automatizada, para determinar os produtos exibidos aos clientes. Naquela época, os resultados da aprendizagem de máquina indicaram que banners grandes, com três pequenas entradas criativas, era a melhor forma de divulgar a imobiliária na página inicial, e a maioria das páginas inicias dos bancos acabou rapidamente apresentando esse formato.

Ao longo do tempo, os bancos perceberam que a página inicial deveria ser vista como mais do que apenas uma oportunidade de venda. Ela é uma ferramenta eficaz para encaminhar jornadas específicas do cliente. Os bancos chegaram a essa conclusão por meio de um processo criativo e de consultas com seus clientes, não como o resultado de um exercício de aprendizagem da máquina, motivo pelo qual hoje em dia suas páginas iniciais parecem bem diferentes da abordagem com grandes banners formulados.

Mesmo assim, as máquinas apresentam um grande impacto na otimização de diversas maneiras.

Avanços na análise

O design generativo usa algoritmos computadorizados para explorar conjuntos inteiros de soluções. Em outras palavras, você define seus objetivos e limitações, então permite que o computador crie designs e iterações que talvez você nunca tenha imaginado, um tipo de evolução artificial acelerada, como classificada por algumas pessoas.

Normalmente usamos o conceito de design generativo no marketing digital, sob os nomes de segmentação de público-alvo, análises de cluster e analytics preditiva. Essas tecnologias analisam os dados de forma automatizada para descobrir insights sobre os públicos-alvo de forma mais rápida, podendo até mesmo prever o comportamento futuro ao entender quando e por que um cliente pode entrar em contato. Esse “conhecimento prévio” computadorizado nos permite fornecer uma personalização aprimorada, além de alocar nossos recursos de forma mais eficiente.

Agora que o design generativo pode prever o comportamento do cliente de forma ainda mais precisa do que os profissionais de marketing, a indústria de marketing deveria se preparar para uma onda de notícias redundantes? Afinal, como afirmou o Governado do Bank of England, Mark Carney, “Toda revolução tecnológica destrói trabalhos de forma impiedosa, antes mesmo do surgimento de novas oportunidades”.

A verdade, como sempre, é um pouco mais diferente e complexa.

Transformações no marketing

Os trabalhos dos profissionais de marketing passarão por grandes mudanças durante os próximos anos, mas nem tudo estará perdido. No geral, as mudanças serão positivas.

Durante os últimos anos, vimos o marketing ser cada vez mais responsabilizado por uma ampla variedade de disciplinas, como a contribuição de receita direta e, em vários casos, até mesmo a experiência do cliente. Esse conjunto de papéis, habilidades e requisitos é muito extenso para explicarmos com processos manuais, o que significa que precisamos pensar sobre como as máquinas podem ajudar.

Precisamos começar estimulando conversas sobre como podemos implantar a ciência de dados em nossas atividades de marketing e, de preferência, como podemos trabalhar com os cientistas de dados dentro de nossas próprias organizações a fim de fornecer mais feedbacks importantes do mundo real para as máquinas que estão se tornando parte essencial do nosso trabalho.

Ainda mais do que isso, como o CEO da Econsultancy explicou anteriormente, a indústria do marketing precisa começar a substituir seus funcionários com experiências profundas e específicas por funcionários experientes em todas as áreas, com ampla base de conhecimento e habilidades de processos que abrangem disciplinas dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro. Em outras palavras, precisamos de profissionais de marketing que possam ser analíticos e guiados por dados, mas que também entendam a imagem da marca, a história e o marketing experimental.

Conforme o marketing passa por essas mudanças em habilidades e pensamentos, o nosso relacionamento com as máquinas também mudará. Em muitos casos, passaremos de simples operadores de ferramentas de marketing digital para curadores, escolhendo a melhor solução possível e trabalhando junto com o computador para criar o design ideal. E quando as máquinas avançarem até oferecerem suas próprias opiniões, o que, por mais estranho que pareça, pode acontecer daqui uns cinco anos, passaremos para um papel de mentores, fornecendo contribuições na forma de parâmetros, valores e objetivos definidos por pessoas.

Resumindo, a ideia não é substituir pessoas por robôs, mas “remover os robôs das pessoas”, como o CFO da Aviva, Tom Stoddard, afirmou em uma entrevista recente. Em outras palavras, a IA ajudará a liberar os profissionais de marketing de tarefas mecânicas e a capacitá-los para utilizar a criatividade contando histórias criativas e eficazes sobre suas marcas. Quando deixamos as máquinas livres para fazerem seus trabalhos, descobrimos que os profissionais de marketing também estão mais livres para realizarem seus trabalhos.