Por que você clica no título dessa história, sem saber de fato o motivo…

Digital Marketing

Um resumo de diversos itens interessantes e extraordinários, sem revelar o assunto do artigo, com o propósito de incentivar os leitores a clicarem no artigo. Isso está relacionado aos títulos vagos de artigos que geram interesse suficiente para que as pessoas cliquem neles. Eles também são conhecidos como artigos “isca de cliques” e formam a base do sucesso de sites como o Buzzfeed. Essa é uma forma bastante conhecida de persuasão on-line que os profissionais de marketing utilizam para guiar o comportamento do consumidor sem um objetivo específico. A isca de cliques é um truque transparente ou pode ser chamada de marketing inteligente?

A isca e cliques é uma técnica testada e comprovada, utilizada para que mais pessoas cliquem em títulos atrativos ou imagens ilusórias. Ela geralmente envolve sentenças com frases como “coisas em que você não vai acreditar” e que “vão deixá-lo surpreso”. O site de paródia ClickHole é dedicado a iscas de cliques e está cheio de, em suas próprias palavras, “conteúdo mais irresistível para ser clicado e compartilhado”. O site é um excelente exemplo de como os escritores tentam atrair as pessoas com títulos e imagens. Essa técnica é considerada primeiramente como uma piada, mas é utilizada por um grande número de sites.

Iscas de cliques chamam a atenção

A técnica é utilizada principalmente por plataformas de conteúdo para atrair visitantes. Quanto a isso, normalmente não se trata de oferecer uma boa história, mas de criar títulos atraentes para que os consumidores cliquem no artigo e acessem o site. A pessoa que criou os títulos obtém vantagem em relação a esses visitantes extras, pois seu modelo de ganho é baseado nisso: quanto maior o número de visitantes, mais receita publicitária os sites receberão. Nesse sentido, os artigos com iscas de cliques são ideais para escritores e seus saldos bancários, mas não para os leitores.

Esse é um método barato e rápido de atrair um grande número de pessoas e, mesmo que você chame a atenção dessas pessoas somente por um breve período, elas acessaram seu site. Porém, eles ficam satisfeitos com o que leram após clicar no título atrativo? Isso demonstra que há uma zona cinzenta entre escrever um título atraente no topo de um artigo e se você garante ou não que o conteúdo seja correspondente ao título. No caso de artigos de isca de cliques, fica claro para os leitores desde o começo que essa estratégia está sendo utilizada. Ainda assim, é uma tentativa extremamente óbvia de guiar o comportamento, e as pessoas já estão familiarizadas com ela. Fica a critério dos leitores clicar ou não para ler mais, mas e se a escolha já tiver sido feita para eles e eles forem influenciados de forma inconsciente?

A condução inconsciente do comportamento

A condução inconsciente acontece por meio do que conhecemos como “padrões obscuros”. Eles são padrões nos sites, que foram criados deliberadamente para guiar o comportamento de forma inconsciente e mal-intencionada a fim de enganar o usuário. Exemplos incluem um menu em que as versões mais caras são colocadas em um local de destaque e as outras versões não. Isso aumenta o risco de os consumidores escolherem a versão mais cara do menu. Outro exemplo de padrão obscuro são campos de resposta previamente preenchidos nos sites. Algumas companhias aéreas, por exemplo, forçam você a comprar o seguro, caso você não desmarque essa opção.

Existem ainda muitos outros exemplos de padrões obscuros, todos com a intenção de guiar o comportamento de forma inconsciente. E é ai que está o problema em termos de ética: é conveniente para uma marca fazer isso, esperando que as pessoas optem pela versão mais cara ou comprem um seguro extra? Em minha opinião, essa abordagem está vindo da direção errada: se os profissionais de marketing sabem que podem guiar o comportamento, por que não fazem isso de forma positiva? Porque os padrões obscuros também podem ser utilizados de forma positiva se você colocar o cliente como prioridade central.

Facilitando as coisas para o consumidor

Por exemplo, se os designers sabem que os visitantes não prestam atenção na leitura de letras pequenas, eles podem criar uma função no site para que a confirmação seja solicitada duas vezes. Ou como no Microsoft Word ao salvar um arquivo. A função “Salvar” já fica selecionada (isso é conhecido como um “padrão inteligente”), de forma que o usuário só precisar clicar em Enter para salvar o arquivo. Isso significa que o usuário não precisa ter o trabalho de selecionar alguma outra opção. O mesmo é aplicado ao uso da linguagem. Ao criar um site, você pode omitir algumas informações sem importância de forma que os consumidores vejam mais claramente as informações importantes para eles. Se você estiver tentando realizar uma conversão, faça com que o visitante siga as etapas corretamente para uma experiência positiva.

Saber entender os efeitos dos parâmetros obscuros também significa poder otimizar a operação do seu site, colocando o cliente na frente do seu faturamento. O faturamento permanece como o objetivo principal, mas quanto mais satisfeitos estiverem os consumidores, maior será a taxa de conversão.


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Posted on 05-11-2017


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